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07/04/2017

Comitê Pró-Equidade homenageia mulheres de destaque da Fiocruz


O Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz realizou sua primeira reunião de 2017 e, em comemoração ao mês das mulheres, homenageou Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, além de atuais e antigas gestoras de unidades da instituição. Entre as agraciadas estavam as ex-diretoras do INI, Keila Marzochi e Valdiléa Gonçalves Veloso dos Santos. No evento, ocorrido em 24/03, a presidente Nísia Trindade falou sobre os desdobramentos de ser a primeira mulher no cargo em 116 anos de história da Fundação. “Essa vitória aumentou a responsabilidade de um olhar sobre a questão de gênero, que possa se somar ao movimento geral da sociedade. Uma sociedade que respeite as diferenças”.

Confira, abaixo, a íntegra da matéria produzida pela Agência Fiocruz de Notícias.

Comitê Pró-Equidade homenageia mulheres de destaque

Em comemoração ao mês das mulheres, o Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz realizou sua primeira reunião aberta. O evento, que aconteceu na manhã do dia 24/3, no Salão Internacional da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), homenageou a primeira presidente mulher da Fundação, Nísia Trindade Lima, e atuais e antigas gestoras de unidades da instituição.

O evento foi aberto pela coordenadora do Comitê, Elizabeth Fleury. “Não faltam mulheres com grandes feitos nesta instituição. A lista não terminaria nunca”, brincou. “Escolhemos algumas mulheres que simbolizam tudo o que Manguinhos acumulou nos últimos 30 anos de lutas e ações”, disse.

Para comprovar a situação de desigualdade e violência vivida, especialmente, pelas brasileiras, Justa Helena, presidente da Asfoc-SN, citou alguns números do feminicídio no Brasil - quinto país que mais mata mulheres no mundo. “A cada uma hora e meia, uma mulher é assassinada por um homem, apenas por ser mulher. Esse número é maior do que em algumas regiões de guerra”, afirmou.

Primeira presidente mulher em 116 anos

Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade falou sobre os desdobramentos de ser a primeira mulher no cargo, em 116 anos de história. “Essa vitória aumentou a responsabilidade de um olhar sobre a questão de gênero, que possa se somar ao movimento geral da sociedade. Uma sociedade que respeite as diferenças.”. Nísia também comentou o fato de a Fiocruz ser uma instituição composta majoritariamente por mulheres entre seus colaboradores e na área de pesquisa, mas ainda minoria nos cargos de alta gestão. “Esse é um aspecto cultural importante. As mulheres têm mais dificuldade porque, além da dupla, tripla jornada de trabalho, essas funções têm impacto na vida familiar e na vida afetiva. E isso não costuma ser dividido”, afirmou.

Ao mencionar as dificuldades e desigualdades de gênero, Nísia lembrou que ao longo de sua trajetória não foram poucos os momentos em que o fato de ser mulher a colocaram em posição desfavorável. “Nossa sociedade ainda tem um modelo patriarcal de autoridade e liderança. Durante o processo eleitoral, ouvi mais de uma vez que eu era ótima, mas muito suave.”, contou.

Gestoras de destaque

Foram homenageadas Carla de Freitas Campos, diretora do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB); Claudia Turco, diretora da Coordenação-Geral de Planejamento (Cogeplan); Keila Marzochi, ex-diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI); Leila Mello, ex-diretora FioSaúde; Marcia Teixeira, ex-diretora da Recursos Humanos; Maria do Carmo Leal, ex-diretora da Ensp; Tania Celeste, ex-diretora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV); Silvina da Costa Marques, auditora chefe da Fiocruz; Valdiléa Gonçalves Veloso dos Santos, ex-diretora do INI; Zélia Profeta da Luz, diretora da Fiocruz Minas; Ilma Noronha, ex-diretora do Instituto de Comunicação e Informação Cientícia e Tecnológica em Saúde (Icict) e da Asfoc; e Justa Helena.

Reportagem: Erika Farias (CCS/Fiocruz)

Fotos: Peter Ilicciev (CCS/Fiocruz) e Camila Mose (ICTB/Fiocruz)

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