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Laboratório de Micologia


  • Chefe:

 

Rodrigo de Almeida Paes

rodrigo.paes@ini.fiocruz.br

  • Chefe-substituta:

 

Luciana Trilles

Luciana.trilles@ini.fiocruz.br

Endereço: Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas – INI/Fiocruz

Avenida Brasil, 4365 – Manguinhos – Rio de Janeiro, RJ – CEP: 21040-360

Local: Pavilhão Maria Deane.

Contato Secretaria:  Carla Pena (Tel. : 21 3865.9516)

_________________________________________________________________________

Equipe:

- Caio Teixeira Rodrigues;

- Carla Gomes Pena;

- Claudia Vera Pizzini;

- Gilberto Souza Reis;

- Luciana Trilles;

- Maria Helena Galdino Figueiredo de Carvalho;

- Mauro de Medeiros Muniz;

- Mônica dos Santos Elias;

- Renata Rangel;

- Rodrigo de Almeida Paes;

- Rosani Santos Reis;

- Rosely Maria Zancopé Oliveira;

- Rowena Alves Coelho;

- Rosângela Maria Alves de Miranda;

- Vanessa Brito de Souza Rabello.
 

Responsável pelo Laboratório de Referência Nacional em Micoses Sistêmicas – Rosely Maria Zancopé Oliveira (Tel.: 3865.9557)

Curadora da Coleção de Fungos Patogênicos – Luciana Trilles (Tel.: 3865.9652)

Responsáveis pelas análises micológicas:

Diagnóstico Convencional – Maria Helena Galdino Figueiredo de Carvalho (Tel.: 3865.9642)

Diagnóstico Imunológico – Mauro de Medeiros Muniz (Tel.: 3865.9640)

Análise Ambiental de fungos patogênicos – Luciana Trilles (Tel.: 3865.9652)

Agravos: Micoses humanas

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  1. Breve Histórico

 

Em 1913, Gaspar Vianna, trabalhando no Instituto de Manguinhos, realizou tese de livre docência sobre aspectos anátomo-patológicos da paracoccidioidomicose (PCM), que mereceu também a atenção de vários outros pesquisadores desta instituição, como, Olympio da Fonseca Filho, Arêa Leão e Magarino-Torres. Desde 1949 até os dias atuais tem sido mantida uma linha de pesquisa em PCM, de forma sistemática, sobretudo em pesquisa clínica baseada na casuística do IPEC-INI/FIOCRUZ, Rio de Janeiro, resultando inúmeras publicações, dissertações e teses de pós-graduação e monografias. Em 1980, o Dr. Bodo Wanke aceita o desafio de montar um Laboratório de Micologia Medica (LMM) na FIOCRUZ do Rio de Janeiro, a convite do Dr. José Rodrigues Coura. Inicialmente instalado no IOC, a partir de 1986 o LMM passa a ocupar uma área no então chamado Hospital Evandro Chagas (HEC), hoje Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, INI. Este momento coincide com um marco histórico de reestruturação física e organizacional do HEC por resolução da FIOCRUZ em 1986. Permite larga integração das atividades laboratoriais com os serviços médicos e impulsiona não só o diagnóstico laboratorial da PCM, mas também disponibiliza exames de rotina para os diagnósticos de todas as micoses: superficiais, cutâneas, subcutâneas, sistêmicas e oportunistas. Sob a coordenação do Dr. Bodo Wanke e a recém-formada equipe integrada por Paulo Cesar Fialho Monteiro, Rosely Maria Zancopé Oliveira, Márcia Lazéra e Mauro de Medeiros Muniz, desenvolveram linhas de serviço e pesquisa integradas no estudo das micoses, desde o diagnóstico laboratorial até a identificação das fontes ambientais de seus agentes. Desde então tem gerado inúmeras dissertações de mestrado e teses de doutorado e algumas centenas de publicações na área, ampliando o quadro de colaboradores e expertises do nosso staff.

 

  1. Atividades diagnósticas do Laboratório de Micologia

Atende à demanda assistencial voltada ao diagnóstico de micoses humanas do Centro Hospitalar do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas – INI/Fiocruz, de pacientes internados, do hospital-dia e dos ambulatórios de pronto atendimento e especializados, dos programas de investigação do INI ou externos, demandados de várias partes do Brasil, operando também como Laboratório de Referência Nacional em Micoses Sistêmicas. Está capacitado para a realização de exames convencionais e de alta complexidade, na quantidade demandada pelos projetos de pesquisa associados ao atendimento clínico humano e veterinário.

2.1 Diagnóstico convencional (exame direto e cultivo)

Voltado ao diagnóstico das micoses superficiais, cutâneas, subcutâneas, sistêmicas e oportunistas através de técnicas microscópicas (hidróxido de potássio e tinta nanquim) e cultura para fungos. Fungos isolados dos materiais clínicos de pacientes do INI, de pacientes referendados ao Laboratório de Referência Nacional em Micoses Sistêmicas ou fungos isolados por outros serviços/centros de saúde são identificados através de técnicas convencionais e confirmados, conforme a necessidade do caso, através de espectrometria de massas e/ou análise molecular baseada no sequenciamento de regiões do DNA cromossomal fúngico. Também são realizados testes de suscetibilidade aos antifúngicos de fungos filamentosos e leveduras em projetos específicos ou em casos de relevância clínica, sobretudo em materiais de sítio estéril.

 

2.2 Diagnóstico imunológico (pesquisa de antígenos e anticorpos)

São realizados testes de suporte laboratorial ao diagnóstico das micoses e surtos epidêmicos, atendendo a demandas internas e externas para detecção de anticorpos através dos seguintes métodos: teste de imunoprecipitação - imunodifusão dupla anti Paracoccidioides brasiliensis, Histoplasma capsulatum, Coccidioides spp., Aspergillus spp e testes imunoenzimáticos, Western blot para histoplasmose e ELISA para esporotricose. Disponibiliza, para pacientes do INI, teste rápido de imunocromatografia para detecção de antígeno capsular criptocócico; pesquisa de antígeno galactomanana para Aspergillus e Histoplasma. Destaca-se também a produção de antígenos fúngicos in house e a atuação na caracterização associada à proteômica e genômica com ênfase na produção e caracterização de moléculas para aplicação no diagnóstico laboratorial das micoses tais como proteínas recombinantes, peptídeos sintéticos e anticorpos monoclonais visando desenvolvimento e implementação de métodos diagnósticos com ênfase em Paracoccidioides brasiliensis, Histoplasma capsulatum e Sporothrix spp.

 

2.3 Diagnóstico Molecular

Atualmente são realizados PCR em tempo real para detecção de sequencias específicas de Pneumocystis jirovecii, bem como nested-PCR para detecção da proteína Hc100 de Histoplasma capsulatum. Estão em fase de pesquisa e implantação testes moleculares para diagnósticos de outros agravos de importância nacional.

                                                                                                

2.4 Análise Ambiental de fungos patogênicos

O laboratório também desenvolve estudos de pesquisa de fontes ambientais de agentes de micoses sistêmicas humanas, utilizando técnicas convencionais e moleculares. Os principais agravos investigados são a histoplasmose, a coccidioidomicose, bem como suspeita de colonização de ambientes, como viveiros e domicílios, por Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii.

 

  1. Coleção de Fungos Patogênicos

A Coleção de Fungos Patogênicos (CFP) foi criada em 2008, com apoio do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) e da Presidência da Fiocruz, com o objetivo de reunir todas as linhagens de fungos patogênicos preservadas em três diferentes coleções de pesquisa do Laboratório de Micologia do INI para a formação de uma única coleção.

A Coleção de Fungos Patogênicos (CFP) está cadastrada na World Federation for Culture Collections (WFCC), sob o registro WDCM 951 e, dedica-se à preservação, armazenamento, distribuição, caracterização e identificação de fungos patogênicos para o homem, contribuindo assim para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. Além de desenvolver projetos de pesquisa específicos, a CFP atende à demanda de instituições públicas de pesquisa e ensino, prestando serviços especializados como (i) depósito; (ii) identificação específica ou sub-específica de isolados originais depositados ou não na coleção; (iii) fornecimento de cepas, com a finalidade de desenvolver pesquisas científicas ou como apoio aos órgãos responsáveis pela vigilância epidemiológica das micoses no país e no exterior e; (iv) treinamento de recursos humanos e consultoria técnico-científica em suas áreas de atuação.

Maiores informações na página web da CFP no Portal da Fiocruz (http://cfp.fiocruz.br/).

 

  1. Laboratório de Referência Nacional em Micoses Sistêmicas (LRNMS)

O Laboratório de Referência Nacional recebe materiais clínicos e espécimes de fontes ambientais, do Rio de Janeiro e de outros estados, através solicitação dos LACEN, bem como do Ministério da Saúde, para investigação diagnóstica de casos isolados ou de surtos de Micose Sistêmica. Disponibiliza também estágios de capacitação para instituições públicas, sobretudo LACENs, para treinamento e aperfeiçoamento profissional laboratorial na área de Micologia Médica. A ficha para solicitação de exames para o LRNMS e as instruções para envio estão disponíveis aqui.

 

  1. Atividades de Pesquisa

A principal linha de pesquisa do laboratório é a de “Infecções Produzidas por Fungos em humanos e animais: Eco-epidemiologia, clínica, patogenia, imunologia, diagnóstico e tratamento”. Através das pesquisas oriundas desta linha, já foram orientadas mais de 60 dissertações de mestrados, 40 teses de doutorado e realizadas mais de 400 publicações em revistas indexadas. Nesta grande linha de pesquisa o laboratório possui diversas parcerias nacionais e internacionais, as quais destacam-se:

  1. 5.1 Parcerias Nacionais

Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado – AM

Hospital São José e Universidade Federal do Ceará (UFC) – CE

Hospital Júlio Muller e Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) –MT

Universidade Federal do Rio Grande (FURGS) – RS

Instituto Adolfo Lutz (IAL) – SP

Universidade de São Paulo (USP) – SP

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – SP

Universidade Estadual Paulista (UNESP) – SP

Universidade de Brasília (UnB) – DF

Universidade Federal de Goiás (UFG) – GO

Universidade Federal da Paraíba (UFPB) – PB

Universidade Federal do Piauí (UFPI) – PI

Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) - PR

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – RJ

Universidade Federal Fluminense (UFF) – RJ

Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ

 

  1. 5.2 Parcerias Internacionais

Organização Pan Americana de Saúde (OPAS)

Albert Einstein College of Medicine – NY, USA

IMMY Diagnostics – OK, USA

Centers For Disease Control and Prevention – GA, USA

Universidad Autonoma de Mexico (UNAM) – DF, México

ANLIS Malbrán - Buenos Aires, Argentina

Universidad de Antioquia – Colômbia

Instituto de Salud Carlos III – Madrid, Espanha

Institut Pasteur, França

The University of Sydney – Austrália

 

  1. Atividades de ensino

A atuação na pesquisa é entremeada com as atividades de ensino do laboratório, onde são oferecidos:

- Estágios curriculares;

- Aulas de micologia médica a nível técnico e de pós-graduação;

- Orientações de mestrado, doutorado e pós doutorado;

- Capacitação destinada a instituições públicas;

- Treinamento e aperfeiçoamento profissional visando a implementação do diagnóstico em outros laboratórios que atuem na área de Micologia Médica no país.

 

*Página atualizada em 17/01/2020

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