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Laboratório de Micologia


Contato: (21) 3865.9537

Coordenação: 

Endereço: Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas – INI/Fiocruz

Avenida Brasil, 4365 – Manguinhos – Rio de Janeiro, RJ – CEP: 21040-360

Local: Pavilhão Maria Deane, na área identificada como Laboratório de Micologia.

Contato Secretaria:  Carla Pena   (Tel. : 21 3865.9516)

Equipe: Márcia dos Santos Lazéra, Bodo Wanke, Carla Gomes Pena, Claudia Vera Pizzini, Fábio Brito dos Santos, Gilberto Souza Reis, Isabel Cristina Fábregas Bonna, Jorge Constantino, Luciana Trilles, Manoel Marques Evangelista de Oliveira, Marcos de Abreu Almeida, Maria Helena Galdino Figueiredo de Carvalho, Mauro de Medeiros Muniz, Mônica dos Santos Elias, Rodrigo de Almeida Paes, Rosani Santos Reis, Rosely Maria Zancopé Oliveira, Rowena Alves Coelho.

Setores e Coordenadores:

Diagnóstico Micológico – Maria Helena Galdino Figueiredo de Carvalho (Tel.: 3865.9642)

Imunodiagnóstico de micoses – Mauro de Medeiros Muniz  (Tel.: 3865.9640)

Micologia Ambiental – Luciana Trilles (Tel.: 3865.9652)

Coleção de Fungos Patogênicos – Luciana Trilles (Tel.: 3865.9652)

Laboratório de Referência Nacional em Micoses Sistêmicas – Bodo Wanke (Tel.: 3865.9537)

Agravos: Micoses humanas

Atividades desenvolvidas no Laboratório de Micologia

Atende à demanda assistencial voltada ao diagnóstico de micoses humanas do Centro Hospitalar do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas – INI/Fiocruz, de pacientes internados, do hospital-dia e dos ambulatórios de pronto atendimento e especializados, dos programas de investigação do INI ou externos, demandados de várias partes do Brasil, operando também como Laboratório de Referência Nacional em micoses sistêmicas. Está capacitado para a realização de exames convencionais e de alta complexidade, na quantidade demandada pelos projetos de pesquisa associados ao atendimento clínico humano e veterinário.

A - Setor de Diagnóstico Micológico

Voltado ao diagnóstico das micoses superficiais, cutâneas, subcutâneas, sistêmicas e oportunistas através de técnicas microscópicas (hidróxido de potássio e tinta nanquim) e cultura para fungos. Fungos isolados dos materiais clínicos de pacientes do INI, de pacientes referendados pelo Laboratório de Referência Nacional em Micoses Sistêmicas ou fungos isolados por outros serviços/centros de saúde são identificados através de técnicas convencionais e, mais recentemente, confirmados, conforme a necessidade do caso, através de análise molecular baseada no sequenciamento da região ITS do DNA cromossomal fúngico. As principais provas tradicionais empregadas pelo laboratório para identificação de fungos são o auxonograma (para leveduras), análise micromorfológica (para fungos filamentosos e leveduras) e outros testes específicos, caso a caso analisados. Também realiza testes de suscetibilidade aos antifúngicos de fungos filamentosos e leveduras em projetos específicos ou em casos de relevância clinica . Desenvolve projetos de pesquisa voltados ao diagnóstico, patogenicidade e virulência de fungos, sobretudo os do gênero Candida, Rhodotorula, Sporothrix e Fonsecaea. Disponibiliza também estágios de capacitação para instituições públicas, para treinamento e aperfeiçoamento profissional visando a implementação do diagnóstico micológico em outros laboratórios que atuem na área de Micologia Médica.

B - Setor de Imunodiagnóstico de Micoses

Laboratório com atuação em pesquisa, ensino e assistência. Com contribuições voltadas a pesquisa de anticorpos e antígenos fúngicos, como suporte laboratorial ao diagnóstico das micoses e surtos epidêmicos, atendendo à demandas internas e externas. Realiza como testes de rotina, imunodifusão dupla para detecção de anticorpos anti Paracoccidioides brasiliensis, Histoplasma capsulatum, Coccidioides spp., Aspergillus spp. Disponibiliza para uso interno do INI, teste rápido de imunocromatografia para detecção de antígeno capsular criptocócico e imunofluorescência direta para Pneumocystis jiroveci. Destacando também a produção de antígenos fúngicos e a atuação na caracterização fenotípica e bioquímica de fungos patogênicos utilizando metodologias associadas à proteômica e genômica com ênfase na produção e caracterização de moléculas para aplicação no diagnóstico laboratorial das micoses tais como proteínas recombinantes, peptídeos sintéticos e anticorpos monoclonais visando desenvolvimento e implementação de métodos moleculares com aplicação direta ao diagnóstico e epidemiologia das micoses utilizando a taxonomia polifásica (fenótipo/genótipo) de fungos patogênicos com ênfase em Histoplasma capsulatum, Sporothrix spp, Candidas spp.

C - Setor de Micologia Ambiental

Desenvolve estudos de pesquisa de fontes ambientais de agentes de micoses sistêmicas  humanas, utilizando técnicas convencionais e moleculares. Atende a solicitações de investigações de focos ambientais relacionados a surtos de doenças respiratórias  suspeitas de agentes fúngicos, como histoplasmose ou coccidioidomicose, bem como suspeita de colonização de ambientes, como viveiros e domicílios, por Cryptococcus neoformans e C. gattii.

D - Coleção de Fungos Patogênicos

A Coleção de Fungos Patogênicos (CFP) foi criada em 2008, com apoio do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) e da Presidência da Fiocruz, com o objetivo de reunir todas as linhagens de fungos patogênicos preservadas em três diferentes coleções de pesquisa do Laboratório de Micologia do INI para a formação de uma única coleção.

A Coleção de Fungos Patogênicos (CFP) está cadastrada na World Federation for Culture Collections (WFCC), sob o registro WDCM 951 e, dedica-se à preservação, armazenamento, distribuição, caracterização e identificação de fungos patogênicos para o homem, contribuindo assim para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. Além de desenvolver projetos de pesquisa específicos, a CFP atende à demanda de instituições públicas de pesquisa e ensino, prestando serviços especializados como (i) depósito; (ii) identificação específica ou sub-específica de isolados originais depositados ou não na coleção; (iii) fornecimento de cepas, com a finalidade de desenvolver pesquisas científicas ou como apoio aos órgãos responsáveis pela vigilância epidemiológica das micoses no país e no exterior e; (iv) treinamento de recursos humanos e consultoria técnico-científica em suas áreas de atuação.

Maiores informações na página web da CFP no Portal da Fiocruz (http://cfp.fiocruz.br/).

E - Laboratório de Referência Nacional em Micoses Sistêmicas (LRNMS)

Atende aos seguintes agravos endêmicos: Paracoccidioidomicose, Histoplasmose, Coccidioidomicose e Criptococose, micoses sistêmicas primárias, adquiridas por via respiratória. Como Laboratório de Referência Nacional, recebe materiais clínicos e espécimes de fontes ambientais de outros Estados, através solicitação dos LACEN, bem como de unidades governamentais de atendimento de saúde, para investigação diagnóstica de casos isolados ou de surtos de Micose Sistêmica. Disponibiliza também estágios de capacitação para instituições públicas, para treinamento e aperfeiçoamento profissional laboratorial na área de Micologia Médica. A ficha para solicitação de exames para o LRNM e as instruções para envio estão disponíveis aqui.

Breve Histórico

Em 1913, Gaspar Vianna, trabalhando no Instituto de Manguinhos, realizou tese de livre docência sobre aspectos anátomo-patológicos da paracoccidioidomicose (PCM), que mereceu também a atenção de vários outros pesquisadores desta instituição, como, Olympio da Fonseca Filho, Arêa Leão e Magarino-Torres. Desde 1949 até os dias atuais tem sido mantida uma linha de pesquisa em PCM, de forma sistemática, sobretudo em pesquisa clínica baseada na casuística do IPEC-INI/FIOCRUZ, Rio de Janeiro, resultando inúmeras publicações, dissertações e teses de pós-graduação e monografias. Em 1980, o Dr. Bodo Wanke aceita o desafio de montar um Laboratório de Micologia Medica (LMM) na FIOCRUZ do Rio de Janeiro, a convite do Dr. José Rodrigues Coura. Inicialmente instalado no IOC, a partir de 1986 o LMM passa a ocupar uma área do então chamado Hospital Evandro Chagas (HEC), hoje Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, INI. Este momento coincide com um marco histórico de reestruturação física e organizacional do HEC por resolução da FIOCRUZ em 1986. Permite larga integração das atividades laboratoriais com os serviços médicos e impulsiona não só o diagnóstico laboratorial da PCM, mas também disponibiliza exames de rotina para os diagnósticos de todas as micoses: superficiais, cutâneas, subcutâneas, sistêmicas e oportunísticas. Sob a coordenação do Dr. Bodo Wanke e a recém formada equipe integrada por Paulo Cesar Fialho Monteiro, Rosely Maria Zancopé Oliveira, Márcia Lazéra e Mauro de Medeiros Muniz, desenvolve linhas de serviço e pesquisa integradas no estudo das micoses, desde o diagnóstico laboratorial até a identificação das fontes ambientais de seus agentes. Tem gerado desde então inúmeras dissertações de mestrado e teses de doutorado e algumas centenas de publicações na área.

Para acessar a homepage de Micologia - Clique Aqui

*Página atualizada em 18/08/2020

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