Nosso projeto inovador e ambicioso fornecerá novos insights sobre o uso de informações epidemiológicas, clínicas, genéticas e (epi)genéticas para validar marcadores de progressão para CCC.
Tais conhecimentos poderão auxiliar na conduta clínica, identificando pacientes com melhor relação risco/benefício para tratamento específico e cardiovascular no SUS, promovendo melhor qualidade de vida e sobrevida dos pacientes, além de colaborar com o desenvolvimento de novas terapias que possam ser aplicáveis ao SUS.
O desenvolvimento de uma nova tecnologia de predição de progressão da forma indeterminada para a forma cardíaca é extremamente importante para os pacientes e para o SUS sob diversos aspectos:
- Atualmente a única estratégia para pacientes com forma indeterminada é a realização de ECG anualmente. No entanto, esta estratégia diagnostica a progressão já ocorrida para a forma cardíaca. Uma tecnologia de predição com alta acurácia permitirá identificar pacientes de baixíssimo risco de progressão, o que será benéfico para sua saúde mental e qualidade de vida. Para o SUS, pode-se evitar visitas frequentes com realização de exames complementares para os pacientes de baixíssimo risco de progressão, o que resulta em redução de custos.
- A identificação de grupo de pacientes com maior risco de progressão reduzirá a relação custo/benefício do tratamento antiparasitário para o SUS.
- O tratamento específico de pacientes com DC reduz o risco de transmissão congênita e o risco de progressão para a forma cardíaca e de eventos cardiovasculares. A identificação de grupo de pacientes com maior risco de progressão ou de eventos cardiovasculares aumenta o benefício clínico e reduz os custos relacionados às diversas complicações da DC cardíaca: internações por IC, arritmia ou acidente vascular cerebral, implantes de dispositivos cardíacos, transplante cardíaco e custos relacionados a reabilitação e fisioterapia.
- A tecnologia do Expresso Chagas permite a detecção de casos novos e a sua referência para serviços clínicos, o que gera benefício ao paciente e ao SUS.
- Finalmente, a incorporação das novas tecnologias serão avaliadas por método de Avaliação de Tecnologia em Saúde através da mensuração do QALY para análise de custo-efetividade.
Com o desenvolvimento deste projeto, esperamos ter como produtos
1- Publicação de artigos científicos em revistas de acesso aberto de médio/alto impacto na área da pesquisa desenvolvida (3 artigos);
2- Apresentação em eventos científicos;
3- Discussão dos temas com a sociedade civil, através das Associações de pacientes com DC;
4- Interseção com resultados do Programa Genoma Brasil para mitigar diferenças étnicas que possam estar associadas a população brasileira;
5 – Inserção de jovens pesquisadores em metodologias de ponta e sua aplicação na pesquisa clínica;
6- Fortalecimento da pesquisa clínica na Fiocruz, interligação com a pesquisa biomédica bench to bed;
7- Geração de conhecimento diferenciado sobre mecanismos moleculares que contribuem para identificar e validar biomarcadores de progressão para a CCC;
8- Análises multiparamétricas de dados obtidos pelas metodologias ÔMICAS em pacientes bem caracterizados clínica e nutricionalmente;
9- Contribuir com dados de genoma e epigemona na população brasileira.
10- Desenvolvimento protótipo de diagnóstico para predizer progressão CCC usando dados genéticos e não genéticos.
A aplicação destas tecnologias ômicas de nova geração na conduta clínica, inserida no conceito de saúde de precisão, e ampliando para incluir fatores ambientais que podem estar influenciando os fatores genéticos, em populações com perfis sociais e culturais distintos, poderá ser de fundamental importância no manejo desta doença negligencia no Brasil e fornecer dados cruciais no desenvolvimento de metodologias que possam ser aplicadas ao SUS.
Este projeto pode resultar em produto não existente no País para uso no SUS. O Ministério da Saúde através do Projeto Genoma Brasil vem implementando tecnologias de nova geração para montar perfil genético da população Brasileira em relação a doenças raras e cardiopatias. Esta proposta adicionará ao Projeto Genoma Brasil os dados de genoma completo da casuística.