INI/Fiocruz discute BRICS, China e soberania em evento no INCQS
O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), em parceria com o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz), com o apoio do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN), realizou nesta quinta-feira (27/11) o debate Mundo em transição: Brasil, China, BRICS e a construção da ordem multipolar. O encontro contou com a presença da diretora do INCQS, Mychelle Alves e do diretor do INI/Fiocruz, Estevão Portela. Mychelle saudou os presentes e destacou a relevância de debater o tema da transição geopolítica global e o papel dos BRICS dentro de uma instituição de saúde como a Fiocruz. “É necessário compreender como as experiências de países como Brasil, China e Índia podem contribuir para a saúde. As mudanças globais geram impactos diretos na saúde pública e no controle da qualidade sanitária, área de atuação do INCQS”, afirmou.
O diretor do INI/Fiocruz destacou o papel da Fiocruz na agenda de cooperação internacional e na defesa da soberania científica. Ele afirmou que a instituição vive um período de discussão interna às vésperas de seu congresso e reforçou a unidade da Fundação. “Dentro da nossa diversidade, a Fiocruz é uma só”, disse. Portela também ressaltou a integração entre as unidades para o fortalecimento do SUS e para o atendimento às demandas da população.
Ao introduzir o tema do encontro, Portela citou a obra do palestrante e defendeu a cooperação como estratégia das relações internacionais. “A forma de ser subserviente diante de nossos parceiros comerciais e científicos não é uma boa maneira. A gente precisa buscar pactos e parcerias que nos fortaleçam e que sejam de cooperação”, afirmou. Ele apontou ainda a necessidade de ampliar o conhecimento sobre os países do BRICS, em especial a China, para fortalecer a capacidade nacional de produção científica e tecnológica.
Elias Jabbour apresentou uma análise histórica e econômica sobre a trajetória chinesa e os impactos da reorganização global nas relações entre países emergentes. Ele afirmou que “a China aproveitou cada brecha aberta pela financeirização global para impulsionar seu projeto nacional e reduzir a distância tecnológica em relação aos Estados Unidos”, destacando que esse movimento alterou o equilíbrio internacional e ampliou o papel dos países do BRICS no cenário geopolítico.
A palestra do Prof. Jabbour está disponível no canal do INI no Youtube. Acesse aqui.
























